O nome dado a essa denominação vem da palavra “presbyteros” que tem o significado literal de “ancião”, ou seja, mais velho, experiente, maduro. Assim, a Igreja Presbiteriana é formada por um presbitério, um grupo de anciãos ou maduros na fé, que são escolhidos pelos fiéis para  que liderem e organizem seus membros.

Dentre os presbíteros, alguns são separados  para serem os pastores do rebanho, pregando a Palavra e ensinando nos cultos, além de fazer visitas nas casas de alguém enfermo ou por outra solicitação. O pastor ainda é responsável por administrar algumas atividades da igreja, como a Santa Ceia e o Batismo nas águas. Também existe a escolha dos diáconos, que vem da palavra grega “diakonos” que significa servo, auxiliar, sendo estes encarregados de diversos trabalhos, estando debaixo da liderança dos presbíteros e prestando-lhes assistência.

A liderança de um presbitério é muito comum nas igrejas protestantes (evangélicas) que adotaram esse modo de governo praticado pela igreja do Novo Testamento, ao invés do episcopal, que possui um líder máximo em uma hierarquia, assim como tem sido no governo da Igreja Católica, que tem o Papa.

Quando necessário, para tomada de decisões importantes, os presbíteros e outros ministros fazem uma reunião de assembleia que é chamada de Concílio, onde os participantes tem igual importância nas resoluções tomadas. Esse tipo de governo traz muita flexibilidade pois a responsabilidade das decisões é compartilhada com os membros envolvidos e não pesa somente sobre uma pessoa, como no caso de igrejas onde  o poder se concentra num único líder supremo.

Os demais membros da congregação que não participam dos Concílios, são chamados a orar por eles e encorajá-los a fazerem o melhor para a Igreja. Por vezes, se faz necessário um concílio maior que é chama do de Assembléia Geral ou Supremo Concílio.

A Igreja Presbiterina se destaca diante da sociedade no incentivo à educação, onde investem muitos recursos. Entre as mais conhecidas entre um grande número de instituições que se encontram espalhadas por todo o mundo, se sobressaem a Universidade de Princenton, o Instituto e Universidade Mackenzie a  Universidade de Yale.

Os ensinamentos que a Igreja Presbiteriana prega tiveram como base os estudos do francês  João Calvino,  um dos renomados líderes protestantes do século XVI. Quando criança, Calvino ouviu sobre a Reforma de Lutero, e influenciado por isto, mais tarde, começou a pregar sua própria interpretação do que aprendeu das Escrituras.

Um estudioso da Reforma, colega de escola de Calvino, por nome John Knox,  deu continuidade a essa crença. Com muita convicção, Knox influenciou todo o Parlamento da Escócia fazendo com que  seguissem esse ensinamento. Por causa desse fato, surgiu a Primeira Igreja Presbiteriana ou Igreja da Escócia em 1560. A partir daí, essa denominação foi se espalhando pelo mundo.

A Igreja Presbiteriana se subdivide em várias outras com detalhes distintos em sua maneira de interpretar a bíblia, no entanto, a grande maioria dos presbiterianos segue a Confissão de Fé de Westminster, que acredita:

  • Em um único Deus, que subsiste em três formas distintas – o Pai, o Filho e o Espírito Santo, formando a Trindade.
  • Na Palavra de Deus, que é a Bíblia, sendo ela o forte fundamento e base de toda sua crença.
  • Que todo ser humano nasce em pecado e merece punição eterna.
  • Em Jesus Cristo como Filho de Deus, que precisou morrer pelos nossos pecados, tornando-se o Salvador de todos que crêem e ressuscitou no terceiro dia
  • Que pela fé em Jesus, o pecador é salvo dos seus pecados;
  • No ensino da predestinação que diz que Deus determinou quem será salvo e que essa vontade não pode ser desprezada por aquele que foi escolhido.
  • Na celebração da Santa Ceia ordenada por Jesus e na cerimônia do Batismo nas águas por parte de todo que faz sua confissão de fé.
  • Na volta de Jesus para buscar seu povo eleito e no julgamento de todos os mortos, onde os salvos herdarão a vida eterna e os não salvos sofrerão o castigo eterno.

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