vivendo em novidade de vida“Esqueçam o que se foi; não vivam no passado. Vejam, estou fazendo uma coisa nova! Ela já está surgindo! Vocês não a reconhecem? Até no deserto vou abrir um caminho e riachos no ermo. Os animais do campo me honrarão, os chacais e as corujas, porque fornecerei água no deserto e riachos no ermo, para dar de beber a meu povo, meu escolhido, ao povo que formei para mim mesmo a fim de que proclamasse o meu louvor.”

(Isaías 43:18-21 NVI)

O que “se foi”, que devemos esquecer?  Quais são as coisas passadas e antigas que o Senhor está dizendo para que o seu povo não considere? Para entendermos do que se trata, temos que voltar aos versículos 16 e 17 de Isaías 43. A Bíblia Viva diz assim: “Ouçam o que diz o Senhor; no passado Ele abriu um caminho seco no meio das águas, abriu as ondas do mar e para lá levou o grande exército do Egito, com muitos carros e cavalos, que foram engolidos pelas águas! Lá estão até hoje, no fundo do mar. A sua vida acabou de repente, como uma vela que se apaga”.

Isto foi maravilhoso, um milagre de Deus! Ele abriu as águas para livrar o seu povo do seu inimigo, o exército de Faraó! Para tirar o seu povo do Egito, Deus abriu o mar, assim como derreteria montes, fenderia rochas, abalaria os céus! Isto tudo revela o amor do Pai!

Mas Deus está dizendo: ESQUEÇAM ISSO! EU NÃO APENAS ABRO AS ÁGUAS, EU POSSO MAIS: CRIO ÁGUAS TAMBÉM! Aleluia! O Senhor, do nada, no deserto, providencia água, cria riachos para dar de beber para o seu povo; porque ele sabe que é exatamente ali, no deserto, aonde o seu povo mais precisará da sua água! Naqueles momentos de provação, quando não vemos caminhos, direção ou saída. Estas águas são uma provisão de Deus para os momentos áridos na nossa jornada da fé.

Temos que andar para frente, rumo ao novo de Deus. E o novo de Deus vem através da comunhão, do relacionamento com o seu Espírito Santo:

“… porque fornecerei água no deserto e riachos no ermo, para dar de beber ao meu povo…” (Is 43:20b).

Não haverá louvor se não houver, primeiro, o derramar da água. Se não bebermos do Espírito, ou seja, se não mantermos uma comunhão íntima com o Espírito Santo, não teremos louvor para o Pai.

Mas queremos ter louvor para o Pai! O que fazer, então?

I Pedro 1: 9-10 diz: ” Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Antes vocês nem sequer eram povo, mas agora são povo de Deus; não haviam recebido misericórdia, mas agora a receberam.”

Em primeiro lugar, vamos relacionar aqui o “anunciar” com o “louvar“. Através do louvor (ou da música como uma expressão de louvor) anunciamos as grandezas de Deus!

Mas, observem, para anunciarmos as grandezas de Deus, primeiro temos que ter sido chamados das trevas para a sua maravilhosa luz!

Esta palavra não está dizendo que temos que passar a frequentar cultos, “louvorzões”, nos “membrar” a alguma congregação. Não! O que está escrito é tão somente que temos que ser transportados do império das trevas PARA o reino do Filho do seu amor, conforme Colossenses 1:13. Isto tem haver com mudança de vida!

“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (I Co 5: 17)

Como filhos obedientes, não se deixem amoldar pelos maus desejos de outrora, quando viviam na ignorância. Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: Sejam santos, porque eu sou santo” (I Pe 1: 14-16).

Em Cristo, somos novas criaturas, e “os maus desejos de outrora” têm haver com a vida da carne, que tem que ser deixada na cruz. Para podermos anunciar as grandezas de Deus, seja através de música, palavra, testemunho, seja como for, temos que, depois do novo nascimento em Cristo, submeter nossa carne, nosso eu, nossa vontade, a constante e permanente obra regeneradora do Espírito Santo de Deus; e isso só se dá através de comunhão íntima com Ele.

Somente através do beber da água e dos riachos fornecidos por Deus, é que seremos transportados das trevas para a sua maravilhosa luz, para, então, anunciarmos (com música ou não), como consequência desse relacionamento, as grandezas de Deus.

Por Aguilar Lopes

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