se matarO suicídio é um tema que deve ser conversado e compreendido por nós cristãos, hoje, mais do que nunca. Cada vez mais os índices de suicídios crescem em quase todos os países do mundo. Podemos até estranhar esse fato porque raramente temos notícias dessas mortes nas grandes mídias, mas essa ausência de notícias é apenas uma precaução tomada para evitar o alarde da população.

Como cristãos precisamos compreender:

  1. O que leva alguém a se suicidar
  2. O que fazer para prevenir e ajudar pessoas que pensam em suicídio

Compreendendo essas questões poderemos ajudar não só pessoas que estão pensando em suicídio como também os familiares e amigos que também acabam sofrendo.

Por que alguém pensa em suicídio?

Muitas pessoas procuram na internet tutorais que ensinam a como se matar (esse link é um dos únicos do Google que ajuda a pessoa a encontrar Deus num momento de sofrimento), outras leem ou assistem filmes que incentivam a prática e por fim, muitas vezes, acabam concretizando seus planos. Mas isso não acontece de uma hora para outra, o suicídio geralmente é planejado por muito tempo e as situações que levam a pessoa a isso estendem-se por muitos anos. Existem alguns fatores que predispõem geneticamente os indivíduos a buscarem o suicídio e alguns desses fatores são circunstanciais, vamos falar sobre cada um deles nos tópicos abaixo:

  • Propensão genética

Doenças da mente como depressão, esquizofrenia e transtorno de ansiedade geralmente estão envolvidas nos casos onde há suicídio. Cada indivíduo tem uma chance de desenvolvê-las de acordo com sua genética. Você pode observar que geralmente os casos de depressão não são isolados, mas familiares. Irmãos, pais e avós apresentam episódios depressivos em algum momento da vida.

Precisamos estar conscientes de que as doenças da mente são extremamente dolorosas, tanto para o indivíduo, como para o seu entorno. Na depressão, por exemplo, o funcionamento do cérebro e, portanto, do corpo inteiro altera-se drasticamente. A pessoa começa a enxergar a vida de maneira extremamente negativa e perde qualquer interesse e alegria que possa ter tido. O sono, o apetite, a concentração e a imunidade também sofrem com o processo depressivo, isso porque os hormônios e neurotransmissores do indivíduo começam a operar de uma maneira muito diferente.

Por essa razão a medicação psiquiátrica (que age para regular neurotransmissores e hormônios) é muito importante e imprescindível em muitos casos. Como cristãos, devemos apoiar e não resistir a esses medicamentos que podem ajudar a curar a dor de tantas pessoas e que, deste modo, não deixam de ser providência divina (Tg 1:17)

Muitas vezes pessoas que sofrem de transtornos mentais como esses citados se matam não porque não querem viver, mas porque querem ser livres da dor.

  • Fatores circunstanciais

Entre os fatores circunstanciais, podemos citar todas aquelas situações que são difícil e que geram stress para o ser humano: o abandono dos pais, a perda de alguém amado, uma separação, falta de recursos financeiros, a culpa por algum pecado, etc.

Essas situações juntamente com as propensões genéticas desencadeiam os processos doentios, que por sua vez, desencadeiam o suicídio.

Há também o suicídio passional, que não tem a ver com doenças mentais, mas que ocorre no momento de um desespero extremo. É o caso do homem que perde todo o seu dinheiro em um fracasso financeiro ou de alguém que descobre que tem uma doença fatal.

O que fazer para prevenir e ajudar pessoas que pensam em suicídio

Algumas maneiras de prevenir o suicídio são:

  • Cuidar da saúde e praticar exercícios que acelerem o coração (isso ajuda a regular a saúde mental).
  • Administrar o nível de stress: essa administração pode ser feita de muitas formas, um bom tempo de oração por dia, realizar atividades prazerosas, no mínimo semanalmente, ter um bom período de sono todos os dias e passar tempo com pessoas amadas.
  • Sempre ser sincero e aberto sobre os sentimentos: procurar alguém de confiança para contar o que se passa no interior.
  • Conhecer a si mesmo e entender minimamente o funcionamento do seu próprio cérebro e corpo.

Como posso ajudar?

Uma das coisas mais importantes que você pode fazer para ajudar alguém que está pensando em suicídio é em primeiro lugar, ouvir sem julgamentos o que essa pessoa tem para dizer, não se precipite a dar conselhos e vereditos sobre o que ela está passando, antes disso, esteja presente. Faça com que ela saiba que pode contar com você, esteja sempre perto, mesmo que não diga nada. Convide-a para assistir um filme, para um café ou uma atividade recreativa. Ore com ela. Incentive essa pessoa a procurar ajuda médica psiquiátrica (de preferência, um profissional cristão) e converse com os membros da família de uma maneira amorosa e compreensiva. Tente fazer com que a pessoa encontre um novo “sentido” para sua vida, esse sentido pode se pequeno como “tricotar sapatinhos de lã para bebês em necessidade” ou “escrever um blog contando suas experiências de vida”.

Muitas pessoas conseguem sair de quadros envolvendo suicídio pelo simples fato de serem amadas por alguém, isso não só está ao nosso alcance, mas é o que Deus espera de nós: que possamos nos solidarizar com a miséria e com a dor daqueles que lutam para continuar vivos (Mt 22:39).

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