“Damos, sempre graças a Deus por todos vós, mencionando-vos em nossas orações e, sem cessar, recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé, da abnegação do vosso amor e da firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 1.2-3).

Temos ouvido sobre a necessidade de crermos! Porque, sem fé não agradamos a Deus (Hb 11.6), e também porque são felizes ou “bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20.29), conforme disse Jesus, que também declarou: “se creres, verás…” (Jo 11.40)!

Mas, a fé que agrada a Deus é a fé operosa, a fé que se expressa em obras. Até, porque, sem obras a fé é morta (Tg 2.14-16)! Na carta aos Hebreus há uma lista de filhos de Deus que viveram por fé, demonstrando-a através da operosidade, ou seja, da prática:

  • Abel ofereceu sacrifício mais excelente (v.4);
  • Enoque andou com Deus (v.5);
  • Noé aparelhou (construiu) uma arca (v.7);
  • Sara engravidou, na velhice, de um homem impotente (v.11-12);
  • Abraão peregrinou na terra da promessa (v.8-10); e subiu ao monte para sacrificar Isaque (v.17-19);
  • Isaque abençoou o futuro de Jacó e Esaú (v.20);
  • Jacó, à beira da morte, abençoou os filhos de José (v.21);
  • José viu (mesmo que não tenha participado do Êxodo dos filhos de Israel do Egito, providenciou coisas e deu ordens para que levassem seus ossos com eles) (v.22);
  • Os pais de Moisés o esconderam por três meses;
  • Moisés, já adulto, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que ter por algum tempo o gozo do pecado, tendo por maiores riquezas o opróbrio de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa; deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como quem vê aquele que é invisível; celebrou a páscoa e a aspersão do sangue, para que o destruidor dos primogênitos não lhes tocasse; atravessou, com os israelitas, o Mar Vermelho, como por terra seca (v.24-29);
  • Raabe acolheu (deu pouso, comida, etc) os espias, se expondo ao perigo da traição (v.31);
  • São citados também: Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e outros profetas, além de homens e mulheres “sem nome” (nem mesmo na igreja!), mas para Deus aqueles “dos quais o mundo não era digno” (v.32-40).

Estes:

  • Subjugaram reinos;
  • Praticaram a justiça;
  • Fecharam bocas de leões;
  • Extinguiram a violência do fogo;
  • Escaparam ao fio da espada;
  • Tiraram força da fraqueza;
  • Fizeram-se poderosos em guerra;
  • Puseram em fuga exércitos de estrangeiros;
  • Ressuscitaram seus mortos;
  • Foram torturados, escarnecidos, açoitados, algemados e presos, apedrejados, provados (!), serrados ao meio, afligidos, maltratados, peregrinos, mortos;
  • Vestiram peles de ovelhas e cabras;
  • Passaram necessidade;
  • Andaram errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra.

Como os tessalonicenses, estes também eram abnegados (aqueles que se esforçam ao máximo, além de suas forças, pelos outros ou por causas, enquanto renunciam e negam-se a si mesmo) no amor e perseverantes em Jesus Cristo (1Ts 1.3; Jo 15.4-8); senão não seriam frutíferos, ou seja, sua fé não seria uma fé operosa!

Por Aguilar Lopes

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