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o azeite da viuva de sarepta1 Certa mulher, das mulheres dos discípulos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que ele temia ao SENHOR. É chegado o credor para levar os meus dois filhos para lhe serem escravos.  2 Eliseu lhe perguntou: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. Ela respondeu: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite. 3 Então, disse ele: Vai, pede emprestadas vasilhas a todos os teus vizinhos; vasilhas vazias, não poucas. 4 Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o teu azeite em todas aquelas vasilhas; põe à parte a que estiver cheia. 5 Partiu, pois, dele e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; estes lhe chegavam as vasilhas, e ela as enchia. 6 Cheias as vasilhas, disse ela a um dos filhos: Chega-me, aqui, mais uma vasilha. Mas ele respondeu: Não há mais vasilha nenhuma. E o azeite parou. 7 Então, foi ela e fez saber ao homem de Deus; ele disse: Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e, tu e teus filhos, vivei do resto. (2 Rs 4.1-7).

Neste acontecimento sobre o azeite da viúva de Sarepta, há coisas muito importantes a serem aprendidas. O texto abaixo não é apenas um esboço de pregação, é um estudo, você pode ler e destacar os principais pontos.

Em primeiro lugar, vemos o óbvio: o milagre da multiplicação do azeite. Deus faz milagres! E só Ele os faz! Vemos Eliseu aqui, a princípio sem saber o que fazer para ajudar aquela mulher: “Eliseu lhe perguntou: Que te hei de fazer?”. Embora não soubesse como resolver o seu problema, Eliseu sabia quem poderia fazê-lo; e certamente enquanto falava com ela, orava a Deus, que lhe deu a direção: “Dize-me que é o que tens em casa”! O Senhor sabe todas as coisas, e tem tudo sob seu controle, E só temos que recorrer a Ele e seguir fielmente suas instruções.

A mulher respondeu como nós responderíamos: “Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.”! Como não tem nada, se tem uma botija de azeite? Isto não é nada? Infelizmente, muitas vezes não reconhecemos e não valorizamos aquilo que o Senhor tem nos dado. Pode não ser exatamente aquilo que queríamos, mas certamente é aquilo que precisamos! Para nós pode não representar nada, mas se colocarmos nosso “nada” nas mãos de Deus, Ele pode realizar o milagre que necessitamos!

A direção dada por Deus a Eliseu foi exatamente a seguinte: “Vai, pede emprestadas vasilhas a todos os teus vizinhos; vasilhas vazias, não poucas. Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o teu azeite em todas aquelas vasilhas; põe à parte a que estiver cheia.” (2 Rs 4:3,4). Muitas vezes os milagres de Deus não são tão espirituais como gostaríamos que fossem! Queríamos o céu aberto, anjos voando, vozes e trovões, arrepios e coisas do tipo.

Aí vem o Senhor e usa mulas, jumentinhos, estrebarias, a Bíblia, irmãos, vizinhos, humilhação, disciplina, apertos, privações, “nãos”, dores, etc.; coisas simples, comuns, práticas e bem humanas para, então, através delas, operar seus milagres em nossas vidas!

A direção pode não ter sido muito “pentecostal” neste caso, mas foi explicitamente clara em alguns aspectos:

1º) “Vai, pede emprestadas vasilhas a todos os teus vizinhos; vasilhas vazias, não poucas”. Deus se compromete com o milagre, com a resposta à nossa oração, mas o que nos cabe fazer, nós temos que fazer! Deus nunca fará por nós aquilo que Ele nos capacitou a fazer.

Um exemplo entre tantos: Queremos ver a igreja frutificando, cheia de novos discípulos para Jesus; mas não obedecemos o “ide!” (Mt 28:18-20), nem o “a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pe 2:9).

2º) O Senhor orientou que a mulher de Sarepta providenciasse muitas vasilhas, não poucas! Aqui aprendemos outra coisa muito importante: O Senhor é muito generoso e sempre dá, ou quer dar sem medida, abundantemente! No entanto, nem sempre recebemos o tanto que Ele tem para dar porque não temos capacidade para receber! É a mesma questão da sede: só bebemos o tanto que desejamos, mesmo que a fonte seja inesgotável.

Cheias as vasilhas, disse ela a um dos filhos: Chega-me, aqui, mais uma vasilha. Mas ele respondeu: Não há mais vasilha nenhuma. E o azeite parou.” (2 Rs 4:6). O azeite da viúva só parou de correr quando terminaram as vasilhas; se a mulher tivesse providenciado mais vasilhas, teria recebido mais azeite!

3º) Outra direção: “entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos”. Isto nos lembra algo que Jesus nos fala sobre a oração: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mt 6:6).

Quando estivermos em necessidade, em angústia, em apuros, precisando do socorro de Deus, temos que, em primeiro lugar, ir a Deus! É isto que significa “entra no teu quarto e fecha a porta”! Isto pode acontecer, inclusive em meio a uma multidão, em qualquer lugar. O que vale aqui é a atitude de, primeiro, recorrer a Deus (Sl 50:15; Sl 55:22)!

Depois que já oramos, aí sim, é hora de procurar algum irmão para recebermos confirmação e orientação daquilo que o Senhor já começou a responder ao nosso coração. A comunhão com os irmãos é vital para a vida cristã, mas nas necessidades temos que recorrer sempre ao Senhor em primeiro lugar!

4º) Na Parábola das Dez Virgens (Mt 25:1-13) também vemos as vasilhas e o azeite: sabemos que o azeite da viúva é um símbolo do Espírito Santo, na Bíblia; e as vasilhas (ou vasos) somos nós!

É importante percebermos aqui que a nossa maior necessidade é o enchimento do Espírito Santo! Se estivermos cheios do Espírito Santo todas as demais coisas serão postas no seu devido lugar, afinal:

  • É o Espírito Santo quem nos guia a toda a verdade (Jo 16:12-14).
  • É o Espírito Santo quem traz direção aos filhos de Deus (Rm 8:14).
  • É pelo Espírito que mortificamos a carne (Rm 8:12,13).
  • É o Espírito Santo quem nos capacita a sermos testemunhas de Jesus (At 1:8).
  • São do Espírito Santo as manifestações e os dons que recebemos para a edificação do corpo de Cristo (1 Co 12:7-11).
  • Foi no Espírito Santo que todos nós fomos batizados no corpo de Cristo (1 Co 12:12,13).
  • Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio, atitudes que tanto necessitamos manifestar diariamente em nossas vidas são o fruto do Espírito (Gl 5:22,23).
  • E na Parábola das Dez Virgens (Mt 25:1-13) somos levados a crer que somente a noiva “cheia do Espírito” é que vai estar em condições de ser levada pelo noivo para as “Bodas do Cordeiro”!
  • Pois, a Igreja depende do Espírito Santo para almejar a vinda de Cristo, conforme Ap 22:17: “O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida”.

A boa notícia é que, segundo o milagre ocorrido na vida desta mulher, Deus não derrama seu Espírito Santo por medida (Jo 3:34), mas abundantemente sobre aqueles que têm sede dele e vão a Cristo para beber da água da vida (Jo 7:37-39).

Por Aguilar Lopes

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